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domingo, 21 de outubro de 2012

A Classe Em Movimento.

ACE: Acordo Coletivo Especial.

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 No RS lançamento do Caderno da Intersindical reforça a Luta contra os novos e velhos pelegos!  

No dia 25 de agosto, trabalhadores gaúchos de diversos ramos como: plásticos, bancários, a Oposição Metalúrgica de Gravatai, dos Correios, municipários de Cachoeirinha, Comerciários de Montenegro, da Saúde, Estudantes, desempregados e camponeses, estiveram juntos para estudar a proposta de “Acordo Coletivo Especial” proposto pelos pelegos do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e referendada pela CUT, pelas demais centrais pelegas e pelos patrões.

É por acreditar que quem sabe mais luta melhor que nós da Intersindical estamos casando estudo teórico com ação pela base.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Vitória da Chapa 1 no SIMCA.

Entrevista com a frente sindical da FAG:
Vitória dos municipários de Cachoeirinha/RS,
Chapa 1 vence as eleições do SIMCA.

Na madrugada do dia 27 de agosto encerrou-se a apuração dos votos das
eleições para a Direção e Conselho do Sindicato dos Municipários de
Cachoeirinha. A vitória foi da Chapa 1 “Organizando pela Base: Resistir ,
Lutar e Avançar” que teve o apoio e participação da militância da
Federação Anarquista Gaúcha. Compartilhamos, a seguir, uma entrevista da
FAG com os militantes da nossa frente sindical que contarão um pouco sobre
o resultado e as perspectivas após essa vitória.

Como foi a participação da militância da FAG nessas eleições para o
Sindicato dos Municipários de Cachoeirinha (SIMCA) ?

Nessas eleições especificamente apoiaram alguns militantes de outras
frentes e diretamente temos um companheiro participando da Diretoria
Executiva na condição de vice-presidente, apesar de que a nominata para a
composição da chapa é apenas uma formalidade diante do intento de
reestruturação sob a forma de colegiado.
Apesar de a nossa inserção direta ser mais recente, esse sindicato nos
últimos 10 anos sempre manteve uma relação próxima com a nossa militância
anarquista. Em diversas lutas o SIMCA esteve nos apoiando e também
manifestamos nossa solidariedade nas vezes em que fomos convocados. Uma
herança dessa relação são os princípios que orientam a luta da categoria e
estão presentes no estatuto e nas práticas sindicais: independência de
classe, ação direta, solidariedade de classe e democracia de base.
Na composição desta nova diretoria estaremos pela nossa tendência
Resistência Popular juntos com outros companheiros da Intersindical –
Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora, tendo ainda a
participação de companheiros vinculados à corrente Unidos pra Lutar e uma
maioria de trabalhadores da base.

A Chapa 1 fez 55,63% dos votos contra 40,92% da Chapa 2 e o restante foram
de nulos e brancos (2,89% e 0,56%). Como vocês avaliam o resultado das
eleições?

Sabemos que não ganhamos com folga e isso indica alguns problemas que
necessitam ser corrigidos. Temos esse consenso entre o grupo que irá
assumir o SIMCA em outubro e estamos avaliando junto à categoria onde é
preciso melhorar para avançarmos em nossa organização. Pela frente
sindical da FAG fizemos uma breve avaliação do resultado das eleições
considerando alguns elementos: onde falhamos ou erramos e quem era o nosso
adversário e como ele explorou as fragilidades para tentar se fortalecer
enquanto oposição.
Em primeiro lugar, é importante pontuar que na composição da Chapa 2 era
possível identificar a interferência do governo a partir de algumas
pessoas que ali estavam e o papel que elas representam. Isso se confirmou
durante as eleições, pois houve pressão de chefias, assédio moral e
ameaças contra os trabalhadores de alguns setores para que votassem
conforme os interesses do governo. Durante a nossa campanha procuramos
chamar a atenção sobre esse aspecto, ressaltando a importância da
independência de classe.
Por outro lado, a oposição procurou personalizar a sua campanha apostando
no desgaste da atual presidente do sindicato que estava diante de mais uma
reeleição. A chapa 2 fez um discurso de renovação, mas focando apenas na
figura da presidente. Porém, se levar em consideração o conjunto da nossa
Chapa 1, dos 31 candidatos para a diretoria e conselho tínhamos 25
companheiros novos. Enfim, conseguimos fazer com que diversos companheiros
se agregassem, mas ainda fica pendente o desafio da rotatividade em
algumas tarefas de maior responsabilidade.
Para completar essa breve avaliação, não podemos esquecer que desde que o
Prefeito Vicente Pires assumiu foi traçado um plano para acabar com o
sindicato. Sabemos disso desde 2009 e de lá pra cá as táticas adotadas por
este governo tentam nos induzir ao erro. Em diversas oportunidades o
governo depositou a culpa na comissão de negociação do SIMCA para
justificar o cancelamento das reuniões que tratavam da nossa pauta de
reivindicações. Houve também corte de ponto quando paralisamos,
flexibilização de direitos (licença prêmio), além da suspensão das
negociações por quase dois anos. A conta desses problemas, o governo e a
mídia local depositaram na “incompetência” do Sindicato. Essa campanha
anti-sindical foi iniciada já em 2009 e com certeza teve influência nessas
eleições.

Como superar ou corrigir os problemas que vocês identificam?

De qualquer forma, devemos tirar como aprendizado nesses últimos anos a
necessidade de manter o sindicato cada vez mais próximo aos trabalhadores
para que ele seja capaz de defender e reconhecer a entidade enquanto
instrumento de luta. Devemos avançar e consolidar a organização pelo local
de trabalho e fortalecer o papel dos delegados sindicais. Isso porque as
decisões fundamentais devem contar com a participação dos municipários,
reconhecendo o significado da democracia direta. Não é possível se
contentar com decisões tomadas entre poucos e depois comunicadas como
orientação para a categoria numa única direção. Isso produz desgaste. O
método, portanto, é fundamental. No sindicalismo, os meios determinam os
fins e uma linha sindical, por mais avançada que seja, terá mais chances
de ser bem-sucedida quando for dialogada com os trabalhadores e esses
participarem da construção da mesma.

Considerações finais?

Agradecemos a solidariedade dos companheiros e companheiras de diversos
sindicatos e movimentos sociais do Rio Grande do Sul e de outros estados
que nos apoiaram durante essas eleições. Isso demonstra que, apesar de
sermos um sindicato pequeno, damos a nossa modesta contribuição à luta
sindical e popular.
Essas eleições deram vitória ao verdadeiro papel que o sindicato deve
cumprir na organização dos trabalhadores, ou seja, a luta na defesa e
conquista dos direitos com independência de classe. A nossa categoria
deixou isso bem claro, o sindicato não deve servir de aparelho aos
partidos, patrões e governos.
Também acreditamos que o sindicalismo cumpre um papel importante dentro da
luta de classes e nesse campo o anarquismo possui uma tradição histórica
conhecida como sindicalismo revolucionário que possui práticas concretas
que devem ser resgatadas.
Enquanto frente sindical daremos continuidade ao nosso trabalho,
inscrevendo o sindicalismo dentro de uma estratégia de construção do Poder
Popular pra criar um povo forte, dando solidariedade as lutas que pudermos
alcançar.

Não ta morto quem luta e quem peleia!

http://www.vermelhoenegro.co.c

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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A DOENÇA DA EXPLORAÇÃO (resoluções para um bom ano novo).

   Trabalho morto

Cérebro,nervos e músculos...
Meu corpo explode em coisas que não sou eu.

Os seres humanos fazem coisas maravilhosas
Que os transformam em coisas terríveis.

M-D-M
Disse-me-deus
D-M-D
E deus não existe
O diabo expulso do céu...resiste.
D-M-D´
E as coisas caminham com seus pés
Suas almas cheiram a sangue
Quando se vendem em cada esquina.

Saíram de mim por cada poro
Fugiram de mim pelo cansaço
Romperam meu corpo de carne
Fluido de óleo ...pele de aço.

Ganharam vida roubando a minha.
Assumem porque abdico
Falam porque me calo
Fetichizam porque reifico.

Sou eu que me olho da coisa
Já fui ela, mas me esqueço
E a vida que olho no corpo da coisa,
Mas, morto...não reconheço.
                                                                Mauro Luis Iasi.




Saúde do trabalhador.

            A única mercadoria capaz de gerar outras mercadorias é a  força de trabalho, que quanto mais se desgasta no processo de produção mais valor novo produz. Produzir mais e em menor tempo pelo menor preço, esta é a lógica da sociedade capitalista que vivemos. Músculos nervos, ossos, cérebro são colocados em desgaste freneticamente para fazer parir dos objetos as mercadorias e nesse processo a burguesia nos transforma em “mão-de-obra” fazendo desaparecer o trabalhador; assim ela tenta fazer desaparecer o desgaste físico e mental e os acidentes de trabalho.

          Nas crises cíclicas do capital o ritmo de trabalho se intensifica ainda mais, seja por mais-valia absoluta ou mais-valia relativa, adoecendo milhões de trabalhadores mundo afora, submetendo os trabalhadores em ambientes insalubres e de risco  em jornada longas e estafantes, trabalho diurno e noturno , provocando lesões, sofrimento mental, doenças ocupacionais, morte, mutilação e esmagamento. Um exemplo disso é a trabalhadora C. Operadora de máquina ( grávida) teve o braço direito amputado em 07/10/10 por uma máquina injetora na empresa Wilaplast de Novo Hamburgo/RS.

          Podemos ainda fazer referência ao companheiro metalúrgico Maradona da fundição Becker (SÜDMETAL), que morreu de edema pulmonar (SAARA) uma doença adquirida pela poeira. Ou ainda podemos nos referir aos bancários com altos índices de suicídio e doenças por fadiga.

        Quando a mercadoria força de trabalho já estiver gasta ou sequelada, será descartada, ficando fora inclusive do exército industrial de reserva. O estado por sua vez, parte integrante do capital, age e gerencia no sentido de não reconhecer as doenças adquiridas nos locais de trabalho, ratificando a política dos patrões. Para isto vai buscar formas de garantir a sua ordem, a ordem do capital. Como exemplo, dados da polícia federald: de 550 médicos peritos, 93% já foram insultados por assegurados e 26% já sofreram algum tipo de agressão física ( o que demonstra que nem tudo esta perdido ). Rapidamente o comitê gerenciador da burguesia, o estado, passou a discutir pela comissão de constituição justiça e cidadania, o direito de porte de arma pelo perito, para se defender da vítima, ou seja, abrir fogo contra a vítima que tenta reagir. Este assunto foi tratado também pela comissão de relações exteriores e defesa nacional. 
 
         Não tenhamos a ilusão que a saúde dos trabalhadores terá êxito no sistema capitalista, primeiro teremos que destruir o modo de produção capitalista. Disso não podemos ter nenhuma dúvida; ou seja, atacar as causa e não a conseqüência.

        Portanto compreender a natureza do capital é o primeiro passo para fazer uma boa luta junto com a classe pela saúde dos trabalhadores. 

         A saúde dos trabalhadores é um dos principais temas em que podemos mostrar as contradições do sistema capitalista de produção que tanto nos oprime.  
   
                    Em reunião da ASS do Rio Grande do Sul no dia 25/11/10, reforçado no dia 14/12/10, resolvemos discutir a formação de um coletivo de saúde do trabalhador com o corte de classe, buscando discutir as condições mais imediatas mas não deixando de enfatizar a necessidade de abolir a sociedade de classes.




                                                 “Nossa meta é a saúde”.
 
               Em alusão as metas inatingíveis exigida nos locais de exploração, surgiu a idéia de fazer uma campanha com o slogan “Nossa meta e a saúde”. (estamos aceitando outras idéias). 

              Nossa tarefa agora e aglutinar documentos, pesquisas acerca da saúde do trabalhador, jornada de trabalho, trabalho noturno, doenças ocupacionais, fadiga do trabalho etc. tudo que venha contribuir com a discussão.

               Tiramos no mínimo um trabalhador por sindicato. Este vai ficar responsável de fazer a interlocução com a base e direção.

(...)




MADEIRA 15/12/10.

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Balanço do resultado das eleições para o Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

     
 O Partido dos Trabalhadores ganhou as eleições e Tarso Genro será o
próximo governador do Rio Grande. Mas isso está muito longe de ser o povo
no exercício do poder. Pelo contrário, o modelo petista provou, ao longo
dos últimos 20 anos, ser um modo superior de administração dos interesses
dominantes. O partido ganhou status de elite dirigente nacional e a
administração petista o reconhecimento do FMI e do Banco Mundial,
chegando ao governo sem mudar a relação de poder.
       
Não foram poucos os militantes de base envolvidos nesta campanha
eleitoral, motivados também pela enorme rejeição que representou o
Governo corrupto e repressivo de Yeda Crusius e seus aliados. Porém, a
vitória de Tarso tampouco representa a derrota do projeto neoliberal
traçado a longo prazo para o Estado. Para fazermos uma projeção lúcida do
que representará os próximos 4 anos com o PT e Tarso Genro no Estado,
distante da euforia, é importante relembrar o que representou o partido
no governo do RS (período 1999-2002) e ainda Tarso na Prefeitura de Porto
Alegre (período 2000-2004 junto com Verle).

O PT e Tarso nos governos municipal e Estadual

       
A gestão petista de 1999 a 2002 no Estado é um didático exemplo da
cooptação como uma arma de governo para controlar os movimentos sociais.
Nessa ocasião a ex-dirigente do CPERS Lucia Camini assumiu o posto de
Secretária de Educação e não atendeu a pauta da greve dos trabalhadores
em educação. Na avaliação do governo o pedido era de calma aos
trabalhadores e na interna da categoria o sindicato foi desgastado por
aqueles dirigentes que faziam correia de transmissão dos interesses do
partido no governo.
       
Já Tarso na Prefeitura de Porto Alegre juntamente com Verle, deixou de
herança o fim da bimestralidade dos trabalhadores municipários e
contribuiu com o processo de sucateamento do serviço público. Foi na
gestão petista também que teve início a corrupção envolvendo a Prefeitura
e as empresas de coleta do lixo num esquema de norte a sul do Brasil
conhecido mais tarde como máfia do Lixo onde o caixa 2 financiador das
campanhas veio à tona.
 
A revitalização do centro e a repressão aos trabalhadores informais,
carroceiros e carrinheiros também fizeram parte da política levada pela
Prefeitura alinhada com as diretrizes do Banco Interamericano de
Desenvolvimento (BID).
 
Não foi à toa que a gestão Tarso/Verle representou o fim de 16 anos
consecutivos de administração do PT na Prefeitura da Capital. Foi um longo
processo de cooptação e desgaste do movimento popular através de
mecanismos como o Orçamento Participativo, que culminaram com a retirada
de direitos dos servidores públicos, a repressão aos trabalhadores
informais e o enfraquecimento das comunidades.

A volta do PT e a relação com o Banco Mundial e a Agenda 2020

        
Para os mais otimistas, o Partido dos Trabalhadores não somente volta ao
governo depois de 8 anos, mas também leva a marca histórica de ser
eleito no primeiro turno, além de garantir uma representação majoritária
na Assembléia Legislativa. Porém, não devemos fazer uma análise reduzida
ao último pleito, pois há uma estratégia neoliberal para o Rio Grande do
Sul que vem sendo construída antes mesmo das penúltimas eleições, em
2006. Foi também jogar dentro das regras do jogo que fez a coligação de
Tarso chegar ao Governo.
 
Em uma dessas articulações que na época foi chamada de Pacto Pelo Rio
Grande, o PT fez consenso com as mudanças estruturais no Estado de caráter
neoliberal e nos anos seguintes aprovou e militou o nefasto acordo com o
Banco Mundial levado a cabo por Yeda Crusius.
 
Não devemos nos surpreender com os fatos. Tarso Genro, onze dias após o
resultado das eleições, anuncia na sede do Banco Mundial em Brasília a
continuidade dos acordos firmados pelo atual Governo do Estado com o
organismo internacional. Além disso, faz o pedido de um novo empréstimo
para 2011. Outro fato corrente, em menos de três semanas após o pleito,
foi a presença de Tarso como convidado de honra do encontro da Agenda
2020, formalizando o apoio ao projeto.

Quando a arma do diálogo esconde a cooptação.


No discurso feito algumas poucas horas depois do resultado, Tarso disse

que irá governar usando a arma do diálogo. Mesmo assim, o Governo de Tarso
não representará de fato uma ruptura com o projeto político definido pela
estratégia neoliberal.
 
O chamado governo da coalização de Tarso se diz utilizar da mesma
tecnologia empregada por Lula, ou seja, a colaboração de classes. É a
mesma engenharia do pacto social dos 8 anos de gestão petista no governo
federal que será adotada no Estado. O mecanismo de acomodar os interesses
enfraquece e seduz os de baixo para a cooptação, sem confrontar os planos
dominantes que acabam prevalecendo.
 
Comparando com Yeda Crusius, a principal mudança é no método, pois se nos
últimos 4 anos o tratamento dado aos movimentos sociais foi a repressão e
a truculência, podemos esperar que os próximos serão marcados pela
enrolação e pela cooptação. As reivindicações serão recebidas, mas não há
garantia de que serão atendidas, pois o Estado está comprometido e
endividado com o Banco Mundial. A partir de então, com o provável desgaste
estará acompanhado o forte risco de cooptação, conforme o próprio PT em
distintos níveis de governo já demonstrou historicamente ser uma forma
superior de administração burguesa.

Fortalecer a solidariedade e a independência de classe pra derrotar o

Banco Mundial
       A tarefa que nos cabe enquanto lutadores do povo e militantes da esquerda
com intenções reais de transformação é difícil, mas, necessária. Este
novo governo não difere do anterior com relação às questões estruturais
do Rio Grande. O grande esforço a ser feito é desmascarar a política
neoliberal que está por trás do discurso de crescimento e das promessas
de campanha.
      
 Exemplo: por detrás dos prometidos investimentos no saneamento que
acompanham a ampliação do tratamento de esgoto, do abastecimento de água
e da viabilização de 100 novos galpões de reciclagem estão em curso
outros interesses. Não é a toa que a galope está o processo de
privatização da CORSAN a partir dos municípios e também a terceirização
do serviço de coleta para as empreiteiras. Resistir às multinacionais da
água e máfia do lixo é parte da garantia de um futuro digno para o povo
em franca oposição as ordens do Banco Mundial e os respectivos governos
eleitos.
       
Alguns direitos fundamentais como a manutenção do plano de carreira, o
piso nacional para os professores e a Reforma Agrária, por exemplo, só
serão garantidos plenamente confrontando os interessas do Banco Mundial
que envolvem a implantação da meritocracia e a expansão do agronegócio,
respectivamente. Na prática, não há diálogo entre modelos opostos, pois
este novo governo demonstra ao discursar isso a intenção em cooptar para
supostamente atender a todos.
      
 Para além dos projetos de governo, reivindicações básicas como a garantia
de um serviço público de qualidade para o povo, de um salário digno para
os trabalhadores e uma efetiva implementação do SUS, são conquistas que
contrapõem as políticas neoliberais das terceirizações, das OSCIPs e
Fundações. Portanto, não há medida de conciliação possível quando os
fatos em curso nos colocam na condição de resistência.
       
Em tempos de alívio ou euforia para muitos companheiros militantes do
dia-a-dia com a chegada de Tarso ao Governo do Estado, firmamos a
necessidade de uma aliança entre todos os setores das classes oprimidas
para resistir ao neoliberalismo. Nosso maior inimigo está instalado no
aparelho de Estado pelos próximos 30 anos e conta com o consentimento dos
distintos governos e a cumplicidade dos meios de comunicação.
       
Ao contrário do que diz a mesma mídia que mentiu e omitiu a respeito do
contrato junto ao Banco Mundial, a esquerda não chegou ao poder com a
vitória. É hora de reinventar, reagrupar as forças e confluir para
projetos comuns e objetivos de resistência palpáveis.

Federação Anarquista Gaúcha

Outubro de 2010
www.vermelhoenegro.co.cc

domingo, 6 de junho de 2010

NÃO EM NOME DA INTERSINDICAL.

INSTRUMENTO DE LUTA E ORGANIZAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA.


06 de outubro de 2009.

A partir do encerramento de um ciclo de instrumentos que nasceram com a classe trabalhadora que hoje se transformaram em seu contrário e trabalham contra a classe, um processo de reorganização iniciou-se no movimento dos trabalhadores.Esclarecemos mais uma vez isso porque de forma oportunista os que romperam com a Intersindical e buscam uma fusão com a Conlutas, usam o nome da Intersindical para noticiar lutas que não organizaram, como a greve dos Metalúrgicos na região de Campinas onde conseguimos 10% de reajuste, sendo o aumento real nos salários de 5,32% o maior índice garantido nas campanhas salariais de 2009.




Em junho de 2006 dezenas de Sindicatos, oposições e coletivos de trabalhadores organizados em diversas categorias lançam a proposta de construção da INTERSINDICAL - um instrumento de luta e organização da classe trabalhadora.



No segundo semestre de 2007 o governo Lula edita Medida garantido reconhecimento legal das centrais sindicais e junto a isso o financiamento das mesmas através do imposto sindical. A partir disso um “frison” se instala em setores da vanguarda da classe, completamente à distancia da base real dos trabalhadores.


Os militantes sindicais do PCdoB rompem com a CUT e criam a CTB, os militantes em sua maioria do PSTU que já em 2005 tinham rompido com a CUT se colocam em movimento para legalizar a Conlutas como Central sindical e militantes do PSol que ajudavam a construir a Intersindical também rompem e passam a se denominar no movimento como “Intersindical, instrumento de luta, unidade da classe e construção de uma central”.


A Intersindical- instrumento de luta e organização da classe trabalhadora se mantém, além de ampliar seu trabalho e consolidar-se em 14 estados. Na contra-ordem do senso comum militante, entendemos que outra Central nascerá a partir do movimento da classe não de forma espontaneísta, mas sim junto com a classe e não pela classe, na representação formal e distante da grande parte dos que hoje estão inscritos para construção de um novo aparelho.


Também a Conlutas ao fazer criticas a esse setor, por conta das divergências que existem entre eles na forma e conteúdo dessa nova central, se utiliza erradamente do nosso nome.



A Intersindical de construção de uma nova central é a entidade que têm militantes que verbalizam a construção imediata de uma nova central, mas que mantêm filiação à CUT ainda em vários sindicatos e federações. A Intersindical nova central tem data marcada para acabar, pois buscam uma fusão a qualquer custo até o primeiro semestre de 2010, pois não querem que as demandas sindicais atrapalhem o processo eleitoral do próximo ano.



Tanto a Conlutas como a Intersidical-nova central, tem legitimidade para irem rumo a uma fusão, bem como legitimidade para divergirem entre si nos espaços reais e virtuais, mas não tem legitimidade alguma para tentar gerar confusão usando de meias nomenclaturas. Façam o que quiserem, mas não com o nome da INTERSINDICAL-INTRUMENTO DE LUTA E ORGANIZAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA.




A INTERSINDICAL- Instrumento de luta e organização da classe trabalhadora, seguirá sua construção e ampliação com total independência dos patrões e dos governos, autonomia em relação aos partidos e a partir dos locais onde a classe está fazer das ações cotidianas a busca por uma nova sociedade, uma sociedade socialista.


 
 
www.intersindical.org.br

O CAPITAL E SEUS GOVERNOS AVANÇAM CONTRA A CLASSE TRABALHADORA.

O capital para se recuperar de suas crises ataca a classe trabalhadora. Só conseguem recuperar seus lucros e aumentar sua riqueza diminuindo os salários e os direitos da classe trabalhadora.



Para isso contam com o Estado que através dos governos promovem uma séria de reformas que tem o único objetivo de diminuir o valor do nosso trabalho.


No Brasil o governo Lula prepara reformas com esse objetivo. Na reforma da Previdência dizem que é preciso igualar a idade entre homens e mulheres para aposentadoria. O que chamam de privilégio é um direito das mulheres garantido através da luta, pois nessa sociedade o serviço doméstico é imposto como uma tarefa exclusiva das mulheres e dessa forma a maioria absoluta das mulheres trabalhadoras sofre com a dupla jornada.


Querem mais: dizem que as aposentadorias dos trabalhadores e trabalhadoras rurais encarecem os cofres públicos e assim atacam os direitos das trabalhadoras e trabalhadores no campo, mas nada fazem contra os usineiros novos heróis do governo Lula que se enriquecem através do trabalho dessas mulheres e homens que estão morrendo no corte da cana de tanto trabalhar.


O ministro da Previdência amplia o machismo presente na sociedade ao dizer que as mulheres jovens que recebem pensões são privilegiadas, porque ao invés de receberem esse auxilio deveriam procurar um novo marido. É mais uma das formas de dizer que nosso corpo é mercadoria, que nossa existência e sobrevivência deve estar submetida aos homens.


Além disso, os empresários pressionam e o governo Lula se apressa em realizar uma reforma trabalhista que possa flexibilizar e acabar com direitos como a licença maternidade, que para os patrões é um direito que atrapalha seu processo de exploração.


 
EM LUTA POR UMA VIDA PLENA E DIGNA.
 
A cada 15 segundos uma mulher sofre algum tipo de violência.
Violentadas e assassinadas, levadas para outros países como produto de consumo, vitimas das clinicas clandestinas de aborto e exploradas no processo de produção.



O número de mulheres infectadas pela AIDS e outras doenças sexualmente transmissíveis crescem e com os números cresce também a conivência e a hipocrisia daqueles que dizem defender a vida.


A Igreja Católica tem nesse ano como tema da Campanha Fraternidade a “Defesa da Vida”, que tem por objetivo intervir nas políticas publicas e dizer o que deve ou não fazer o Estado. Eutanásia, pesquisa com células tronco, distribuição de preservativos e anticoncepcionais como a garantia de realização do aborto na rede pública, para a Igreja são atentados contra a vida.


Mas se esquecem ou escondem as milhares de mulheres que morrem a cada ano vitimas dos abortos clandestinos e em decorrência da AIDS. Morrem por serem trabalhadoras e não terem acesso a um serviço público digno e a métodos contraceptivos.


Pelas ruas das cidades, nas praças e escadarias das igrejas, crianças vagam sem casa, sem pais, sem comida e morrem sem completar 10 anos de vida.


Defender a vida é defender as mulheres pobres e trabalhadoras para que tenham direito aos métodos contraceptivos e acesso a saúde.


Defender a vida é garantir educação, moradia e saúde para nossas crianças e jovens que a cada dia são vitimas da fome, da violência que conta com o silencio do Estado.


A INTERSINDICAL ESTÁ NA LUTA DAS MULHERES E DO CONJUNTO DA CLASSE TRABALHADORA


- CONTRA AS REFORMAS DO GOVERNO LULA QUE ATACAM OS DIREITOS


- FIM DA IMPOSIÇÃO DO SERVIÇO DOMESTICO: POR CRECHES E LAVANDERIAS COLETIVAS.


- PELO DIREITO DE DECIDIR. FIM DA CRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO E LEGALIZAÇÃO JÁ.


- PELA CONSTRUÇÃO DE CASAS ABRIGO ÀS MULHERES VITIMAS DE VIOLENCIA


- PELA REDUÇÃO DA JORNADA, SEM REDUÇÃO DE SALARIOS E AMPLIAÇÃO DOS DIREITOS


- POR ACESSO A SAÚDE, PREVIDENCIA, EDUCAÇÃO E MORADIA


E nas lutas que não se acabam no 8 de março buscar a superação dessa sociedade capitalista e machista, construir uma nova sociedade onde mulheres e homens possam viver num mundo de iguais.






Coordenação Nacional da Intersindical.

 
 
www.intersindical.org.br

NENHUM DIREITO A MENOS, AVANÇAR NAS CONQUISTAS.

Reduzir a jornada de trabalho, manter e ampliar direitos.

Crianças morrendo dentro das fabricas, sendo engolidas por máquinas muito maiores que seus próprios corpos, mulheres parindo no meio da linha de produção, homens morrendo após mais de 20 horas de trabalho.




A luta pela redução da jornada de trabalho atravessou séculos. Homens e mulheres deram sua vida para que classe trabalhadora tivesse o direito ao mínimo descanso depois do processo cruel de produção, cuja força de trabalho é a única mercadoria que no processo de produção quanto mais se desgasta mais gera valor.


Na Europa e nos EUA os trabalhadores e trabalhadoras através das lutas construídas na década de 70/80 garantiram a redução da jornada de trabalho. O Capital na década seguinte fará seu movimento de buscar ampliar e aprofundar a exploração da classe trabalhadora em outras áreas.


A partir da década de 90 com o processo da reestruturação produtiva as grandes multinacionais impõem aos trabalhadores uma série de mudanças no processo de trabalho que garantiram a intensificação e o aumento da produtividade com as novas tecnologias e a flexibilização da jornada de trabalho.


Um dos principais mecanismos da flexibilização da jornada se deu através do Banco de Horas um sistema onde a jornada permanece inalterada, as horas extras não são pagas e fazem parte de um Banco, que serve para atender as demandas da empresa, ou seja, em picos de produção horas trabalhadas além da jornada, em baixa produção as horas trabalhadas a mais durante o pico de produção são transformadas em folgas aos trabalhadores, controladas pela empresa.


O resultado para os trabalhadores foi o aumento da exploração de sua força de trabalho, como também dos acidentes e doenças provocados pelo trabalho, porque a “Qualidade Total” marca do processo da reestruturação, veio acompanhada da piora das condições do trabalho, pois a modernidade tão propagandeada, produziu um exército de doentes no trabalho: lesões por esforços repetitivos, depressão, morte por excesso de trabalho.


A marca do período que vivemos é do prazo de validade cada vez menor de nossa força de trabalho, ou seja, o Capital combinou no país os mecanismos de intensidade e produtividade no processo de trabalho, fazendo com que os trabalhadores e as trabalhadoras adoeçam cada vez mais rápido e sejam jogados como refugo no processo de produção de valor.


Extensão das jornadas, através de horas extras, onde os trabalhadores são levados seja por um endividamento crescente e pela pressão direta das empresas a recorrem cada vez mais as horas extras. A exceção passa a ser regra: horas a mais durante a semana regular e obrigatoriedade do trabalho aos sábados e domingos.


Junto a isso o Estado através da política de reformas auxilia o Capital com várias medidas: não reconhecimento do nexo entre a doença e o trabalho exercido, altas programadas onde o trabalhador retorna ao trabalho sem as mínimas condições e estabilidade, diminuição da concessão de auxilio previdenciário entre outros fazem parte do pacote de uma reforma da previdência que há muito tempo já se realiza através de medidas provisórias ou ordens de serviço internas do governo.


Para baratear ainda mais o valor pago a única mercadoria quem tem a classe trabalhadora; sua força de trabalho, o Capital institui o banco de horas como uma nova ferramenta que adequa a jornada de acordo com sua demanda e coloca os trabalhadores a mercê das necessidades das empresas.


No Brasil parte do movimento sindical adere a proposta de Banco de Horas que veio acompanhada do argumento que seria esse um instrumento capaz de barrar as demissões. Assim sindicatos ligados à Força Sindical e uma parcela importante de sindicatos filiados a CUT fazem acordos com várias empresas aceitando o banco de horas.


Exemplos são muitos que demonstram que o Banco de Horas além de não manter ou ampliar empregos, conseguiu reduzir ainda mais o valor da força de trabalho. Destacamos os acordos dos metalúrgicos na Volks em São Bernardo e Taubaté no estado de SP, onde as demissões seguiram, a redução de salários e piso foram feitas após o banco de horas e recentemente se formalizou em acordo a obrigatoriedade de trabalho em 33 sábados no ano de 2008 na planta de Taubaté.


São essas centrais sindicais que agora constroem uma agenda de pressão institucional para exigir a redução da jornada de trabalho, mas ocultando a realidade dos trabalhadores que estão em sua base social, que amargam as conseqüências da flexibilização da jornada de trabalho.


Parte significativa do movimento sindical resiste a essa proposta de pacto com o Capital e enfrentando não só as empresas, mas também os instrumentos do Estado. Além de não se submeter ao banco de horas, consegue através da mobilização a partir dos locais de trabalho a redução da jornada de trabalho sem redução salarial.


Alguns exemplos são de setores importantes da indústria metalúrgica em cidades como Campinas, Limeira, São José dos Campos no estado São Paulo que já têm jornadas reduzidas que variam entre 40 a 42 horas semanais.


Recentemente os operários na General Motors enfrentaram a proposta da empresa de implementação do Banco de Horas, com redução do piso salarial. A empresa anunciou a contratação de 600 funcionários em contrato por prazo determinado, ou seja, sem nenhum direito e o Estado através da Prefeitura e maioria da Câmara de Vereadores realizou campanha na cidade em defesa da empresa garantindo isenção de impostos. Os trabalhadores resistiram ao ataque orquestrado da multinacional e rejeitaram a redução de salários e direitos. Essa luta tem contado com a participação da Intersindical na construção de uma Campanha Nacional em defesa da ampliação dos direitos e da diminuição da jornada sem redução de salários.


É preciso que a redução da jornada de trabalho sem redução salarial seja uma realidade do conjunto da classe trabalhadora. O Capital que na década anterior ocupou a América Latina para aumentar seus lucros através da exploração da força de trabalho, segue querendo mais: na Europa está na pauta de importantes países como França e Alemanha o aumento da jornada de trabalho.


Por isso a Intersindical dentro da Campanha Nacional “Nenhum Direito a menos, avançar nas conquistas” terá a luta pela redução da jornada de trabalho, sem redução de salários e direitos como parte fundamental das mobilizações que vamos construir no ano de 2008 a partir dos locais de trabalho.


Manter e ampliar direitos! Enfrentar o desemprego e todas as investidas do Capital para aumentar a exploração é a base da ação da Intersindical na luta pela redução da jornada de trabalho sem redução de salários e direitos.




Coordenação Nacional da Intersindical.


www.intersindical.org.br

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Abrindo os trabalhos

Saudações a todos e todas.

Iniciaremos a partir deste marco a utilizar esta ferramenta de divulgação das idéias e ações da Intersindical no Rio Grande do Sul pelas pessoas que estão transformando a realidade pelos pampas à fora.

Boas postagens.